O título deste texto
apela-nos de imediato para a observação empírica do mundo, como na obra
homónima de GOETHE sobre a observação das cores[1].
Apela-nos também para a
atenção e descoberta da cor e suas metamorfoses, enquanto matéria-prima da
pintura. A cor, com o seu potencial de manutenção da primitiva fidelidade de
observação e representação do mundo, ou como elemento disruptivo da obra e da
perceção estética do artista face à visão quotidiana do mundo.
Apela-nos ainda à metamorfose, à metáfora,
à poesia, à transfiguração, à revelação. A cor como consciência da luz, das
múltiplas luzes, dos múltiplos pontos de vista sobre uma mesma forma, um mesmo
objeto, uma (só aparentemente) mesma realidade.
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