segunda-feira, 10 de junho de 2013

#2 Teoria das Cores


O título deste texto apela-nos de imediato para a observação empírica do mundo, como na obra homónima de GOETHE sobre a observação das cores[1].

Apela-nos também para a atenção e descoberta da cor e suas metamorfoses, enquanto matéria-prima da pintura. A cor, com o seu potencial de manutenção da primitiva fidelidade de observação e representação do mundo, ou como elemento disruptivo da obra e da perceção estética do artista face à visão quotidiana do mundo.

Apela-nos ainda à metamorfose, à metáfora, à poesia, à transfiguração, à revelação. A cor como consciência da luz, das múltiplas luzes, dos múltiplos pontos de vista sobre uma mesma forma, um mesmo objeto, uma (só aparentemente) mesma realidade.



[1] GOETHE, Johann Wolfgang, Theory of Colours, MIT, Press Paperback edition, March 1970.

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