E fomos.
Subimos, descemos e contámos colinas, quantas colinas tem realmente Lisboa? (São Jorge São Vicente Sant'Ana Santo André Chagas Santa Catarina São Roque). Sete. Estás a inventar, não estás?, aposto que são menos e deram nomes a uns montes para completar o acto. Juro. Brincámos a Graça, cumprimentámos a Mouraria, demos a volta às luzes do Martim Moniz, afagámos a Sé. Namorámos, e namorámos Lisboa, com o jeitinho de um velho amor com sabor de fruta mordida. Como um carrossel, a cidade sobe e desce, o rio aparece e esconde, e os nossos olhos procuram o gozo de todos os cantos. A música do passeio sem pressa foi a das tascas iluminadas, dos carris que chiam, das campainhas dos eléctricos, das gargalhadas vestidas de verão, penduradas em janelas despudoradas
(dos semáforos tranquilos, o tempo aproveitado para suspirar
o aconchego do cheiro-ainda a sardinhas e do sempre-cheiro a maresia.)
(No dia seguinte, perguntava o velho senhor porque tinha tantas velas no bolo, se não havido vivido todos esses anos. E nós não voltámos ao fado.)
que saudades de Lisboa :)
ResponderEliminarLisboetemos então. Excessivamente. Que ainda é cedo para aportar.
ResponderEliminarI never left... :)
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